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892 DOM JOAO VI NO BRAZIL

devem servir de introducgao ao estudo profundo das scien- cias e de todo o genero de erudigao; as quartas, finalmente, o ensino das sciencias, tanto abstractas, como de applicagao, consideradas na sua maior extensao e em todas as suas di- versas relacoes com a ordem social, e o estudo das sciencias moraes e politicas, designadas com a denominacao de scien cias sociaes" ( I ).

Diz Ferdinand Denis, o qual esteve no Brazil muito poucos annos depois do regresso da corte para Lisboa, que o bello piano pedagogico de Gargao Stockier, expressao do afan reformador e das intengoes levantadas que distingui- ram entre nos esse momento historico, foi rejeitado pela in- fluencia das pessoas que pretendiam conservar o Brazil no estado moral, ja que nao mais politico, de colonia portugueza, e as quaes nao convinha tao completa emancipagao intelle ctual. O Rei nao podia arcar em tudo e por tudo com o elemento reaccionario que o cercava: era-lhe mister fazer al- gumas concessoes.

O grau de progresso attingido pelo novo ^Reino sob o governo de Dom Joao VI, seu creador, tern que ser, para me- Ihor aval-iagao, comparativamente calculado e descripto, por- que nao e tanto absolute como relativo. Confrontado com o que era dez annos atraz, quando ao Rio de Janeiro chegou a corte portugueza, o paiz em 1818 offerecia sem a menor duvida um notavel desenvolvimento. A populagao crescera com as entradas de fora, alem do resultado da natural pro- gressao.

��(1) J. S. Ribeiro, ob. cit. Nos institutes (2s grSio) ensina- vam-se principios de historia natural, chimica, mechanica, agrinil- tuva, economia politica, commercio e moral; nos lyceus (3fl gn"io> estudavam-se rhetorica, linguas, historia, geographia e hermeneutica. O condicional seria melhor applicado aos dous verbos, portiue o piano nunca teve execugao.

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