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DOM JOlO VI NO BRAZIL 899

Hippolyto propugnava no Correio a idea de uma capital cen tral, perto das cabeceiras dos grandes rios, que se deviam tornar inteiramente navegaveis, e clamava uma vez mais por legislagao liberal que attrahisse uma immigragao es- trangeira mais proficua e estavel do que a meramente com- posta de negociantes - "cuja patria sao a carteira e o es- criptorio" (i).

Com vista n estes resultados praticos arranjaram-se exploragoes nacionaes que o governo muito animava, como animava ate certo ponto as missoes estrangeiras que acudiam seduzidas pela novidade e captivadas pelo interesse do paiz. Algumas das ultimas deixaram nome illustre nos fastos scientificos : a austriaca e a bavara entre outras, que acom- panharam a Archiduqueza Leopoldina em 1817, composta a segunda dos celebres naturalistas Spix e Martius, abran- gendo a primeira, preparada por Van Schreibers, director do Museu imperial de historia natural de Vienna, o professor Mikan, de Praga, encarregado da parte botanica e da en- tomologia; Pohl, da mineralogia; Natterer, da zoologia; Ender, pintor paisagista; Buckberger, pintor botanico, e Schost, horticultor.

Por conta propria mesmo o governo de Dom Joao VI, intolerante n este assumpto so quando se Ihe despertava a desconfianga, subvencionava exploracj5es feitas por estran- geiros distinctos ou competentes. Assim, por decreto de I de Julho de 1815, mandou pensionar dous naturalistas alle-

��(1) Lma das primoiras abertas foi a navcwu.-ao do Rio Grande Ui hnonlo, quo facilitava a communicagao da capitania de Porto Soguro com as do centre, "fazendo-se uma estrada de 55 le- Kii-.is pava diminviir algumas difficuldados rcsiantos da navr>ga<;ao", a qual ora custosa por causa das cachooiras e andava prohibida por causa dos diamantes de Jequitinhonha.

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