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900 DOM JOAO VI NO BRAZIL

maes, Freyzen e Sellow, com 400.000 reis annuaes para estimular seus trabalhos, "com obrigagao de apresentarem n esta corte no fim de cada uma de suas viagens, nao so- mente a memoria descriptiva d ellas, mas os exemplares de todos os objectos que tiverem analysado e colligido, os quaes serao recebidos no real gabinete, que para este fim me pro- ponho mandar estabelecer." Assim annunciava o Rei a fun- dagao no Rio de Janeiro do Museu Nacional, que veio a prestar servigos tao inquestionaveis a nossa historia natural, anthropologia e ethnographia.

O Jardim Botanico (a principle Real Horto), plan- tado originariamente para Jntroduzir no Brazil a cultura de especiarias das Indias Orientaes, no lugar do engenho de Rodrigo de Freitas onde tambem se montara a fabrica de polvora, foi outra creagao de Dom Joao VI cujos resul- tados scientificos teem sido consideraveis e sao inesgotaveis. Esse jardim que interessava o seu fundador ao ponto de, segundo se conta, ahi passar dias inteiros, abrigou numero- sas plantas exoticas e acclimou varias que hoje admiramos e usufruimos, tendo-se outras perdido por abandono. No nu- mero, das aproveitadas e das desamparadas, entram a canna de Cayenna, o cha, a palmeira real - - assim chamada por haver sido plantada pelas regias maos o abacate, o olho de boi e o litchi da China, a camphoreira, o cravo da India, a fructa-pao, a noz moscada, o caja-manga, a fructa do conde, a pimenta do reino, a carambola, a amoreira, etc (i).

Filiaes do Jardim foram mandadas dispor em Pernam- buco, Bahia, Minas Geraes e Sao Paulo, dirigidas, a primeira

��ft) Horttis FlmiiinoiKis, ou Breve noticia sobre as plantas dus no Jut-dim Botanico do Rio de Janeiro,, por J. Barbosa Kodrigues. Rio, 1895.

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