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DOM JOAO VI NO BRAZIL 901

pelo agronomo francez Paulo Germain, vindo de Cayenna (i), e a ultima pelo suisso Joao Baptista Badaro.

E natural que exploracoes geographicas, cultivo de sciencias naturaes, experiencias agricolas, leituras mais ex- tensas e folgadas e um feitio de vida mais pratico e des- afogado redundassem n uma produccao intellectual mais ca- racteristica e proveitosa do que exclusivamente a de sermoes, panegyricos, dithyrambos, elegias e discursos academicos. De facto, si percorrermos o rol das edigoes da Typographia Regia de 1808 a 1821, encontraremos, afora as dulcificas, todavia esclarecidas e progressivas observagoes commerciaes e economicas de Jose da Silva Lisboa (1808-10) e alem de traducgoes de Voltaire, Bernardin de Saint Pierre e Delille (1811) auctores muito ao gosto do tempo, dos infalliveis

��(1) Por causa do mau estado .em que, devido Ci longa viagem, chegaram de Cayenna, plantaram-se em rernaml)iico, alem das des- tinadas especialmente a capitania, a mor parte das arvores que iam para o jardim da corte, no intuito de mais facilmente depois se re- moverem, com menos perigo de nao vingarem.

Paulo Germain era, no dizer do governador Caetano Pinto que as Notas de Tollenare corroboram, um francez voluvel e sem grande respeitabilidade para chefe : "livre porem do contagio jaco bin ico e aborrecendo no- seu coragao o governo de Buonaparte" O professor de desenho do seminario de Olinda e corypheu da futura revoluo,ao de 1817 "ecclesiastico de muita probidade e com bas- tantes luzes de historia natural, que ostudou com o Dr. ^lanoel Ar- ruda da Camara"- foi pelo governador de Pernambuco encnrrogado dc dirigir o viveiro das plantas, tral)albando Germain sob suas or- dens (Officio de Taetano Pinto ao conde d<> Linhares, de -1 de Junho de 1811, nos Dorinncnffis ftoltrc. o ./tirdini lii>t<ini<-<> dc Olirula, /S7/, 12 e JC>, na Rev. do Inst. Arch, e Geog. Pem. n. :i7).

Tndo comluilo Germnin ao Hio d<> JMIKMI O jtroccdci 1 an plaiilio do resto das nrvon-s para alii di^stinndas, ivgivssmi >)i) ISIH a Pei-- nambuco, pncarr(gado pdo governo da diree<;ao rn<>smo do borto crcado onde, no dizer de (Jalvras (Officio de 11 dc Mar(;o de 1SIL ) "scmelhante cultura drvf prosporar por scr sen clima muito analogo ao dc Cayenna." Do borto tinba cntrclanto ficado cuidando o padre Joao Hihciro. qiic Ih o entr( v gou a IT) de Setembro, constando da sua rcla(;ao exist irem no referido Jardim, transplantados on em viveiro, .">oo pcs de girofeiro (ca/riophyllus urn malic.), 17 de canelleira (lau- DIH ciiifimomum), 11 arvores de fructa do Conde (anona squamoza) , 14 nogueiras de Bencul (artocarpus incisa), ^.0 arvores do pao, etc.

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