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906 DOM JOAO VI NO BRAZIL

attrahiam n aquelle tempo mais a attengao do que as do lit toral, e nao tanto pelo ouro que as duas primeiras produ- ziam em pequena escala, como pelo gado que n ellas todas se poderia criar, pelas lavouras que se poderiam propagar nas suas extensoes, pelas culturas que se poderiam ensaiar nos seus climas.

Dir-se-hia que recuamos d esta posicao, porque e sempre recuar menosprezar o desenvolvimento dos possiveis recur- sos nacionaes. A navegagao a vapor e o telegraphic electrico approximaram-nos demais da Europa e distanciaram-nos do nosso proprio sertao. Nos comegos do seculo XIX aind.i se procurava, porem, com afan utilizar as vias fluviaes e desbravar vias terrestres em toda a superficie do paiz (i), com o fito de formar do Brazil um todo uno, compacto, forte, poderoso e aggressivo.

O simples titulo da revista O Patriota e tambem uma indicagao inequivoca do quanto politicamente tinham mudado os tempos: ja nao arripiava as carries esse termo de cunho revolucionario, d antes proscripto sem remissao. E tao pouco escapava a observagao aos contemporaneos que por este motivo escrevia Hippolyto (2) com muita razao: Tor mais insignificante que pareqa a circumstancia de se deixar correr um jornal com o nome de Patriota, ou permittir-se uma traducgao da Henriada, nos julgamos isto materia de importancia; porque he seguro indicio, de que o terror inspi- rado pela Revolugao franceza, que fazia desattender a toda a proposigao de reformas, principia a abater-se, e ja se nao

��(1) Yeja-se corno exemplo no volume III d Patriota, o Dis- curso sobre a newssidade de uma povoac;ao na cachoeira do Salto do Rio Madeira para facilitar o commercio que pela carr-eira do Para se (1. ve fomentar para Matto Grosso.

(2) Correio Brazilicnse, n. 07, de Dezembro de 1813.

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