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DOM JOAO VI NO BRAZIL 917

emancipar-se, possuia elementos para luctar contra o poder naval da metropole foi o Brazil, circumstancia esta ainda nao notada explicitamente por nenhum historiador, mas que tal- vez tenha sido a que influio mais poderosamente para abre- viar a nossa completa independencia politica."

Aquelles elementos foram os deixados pelo governo de Dom Joao VI n esse Rio de Janeiro que se tornara o centro dos recursos navaes da nacao, mesmo porque era a verda- deira capital do Reino Unido e porque se dissolvera o es- tabelecimento maritimo de Portugal. Trouxera comsigo o Principe Regente todos os bons elementos da armada, navios e pessoal, - - lembra ainda o Sr. Jaceguay - - so deixando as embarcacoes imprestaveis. Quando porem regressou, le- vava o Rei apenas uma fracgao da armada luzo-brazileira: o que ficava ( I ) constituio o nucleo da marinha imperial, sendo ja nacional pelo espirito quando nao pelo nascimento. Essa marinha de guerra, herdada do Reino do Brazil, foi na crise da Independencia o instrumento mais adequado e mais opportuno da unidade politica quando ainda o com- posto offerecia o perigo de desaggregar-se.

Na administragao da justiga foram menos sensiveis as refcrmas porque o mal jazia na natureza mesma das cousas, e so o tratamento mais energico, mais radical, o poderia debellar. Com sua habitual mordacidade de funccionario mal pago e que, consoante suas queixas, ainda recebia com difficuldade seus parcos vencimentos (2), escrevia Maler por esse tempo (3) que no Brazil por toda parte havia

��(1) Uma nau, troz fragatas, duns cor\vtas e tro/ b quasi todos os navios carecendo todavia do grandes reparagoes (Al ma-ante Jaceguay, o& cit.)

(_ ) ( onvsp., iHiNxiin.

(3) Kelatorio commercial de 1818.

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