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940 DOM JOAO VI NO BHAZIL

culares o busto do Imperador da Austria, seu pai, e o Rei fez-lhe entrega, para que lesse e se distrahisse, de um livro que, ao abrir e folhear, verificou ella commovida conter os retratos de toda a sua f amilia ausente. ( I )

Para avaliar sua esclarecida equidade, basta referir o que observou o consul Henderson : que os Inglezes residen- tes no Rio, quando Ihes occorriam difficuldades serias com a administracao, preferiam muito dirigir-se directamente ao monarcha, sempre disposto a fazer justiga, a entender-se com seus ministros. Frequentes vezes na sua obra, (2) o auctor britannico elogia a cordura, a benignidade e o libe- ralismo de Dom Joao VI, que um escriptor dos nossos dias, (3) confundindo a miragem com a perspectiva, intitu- la com mais -espirito do que verdade historica um "real fantoche."

Tambem o ministro americano Surnter dizia gostar incomiparavelmente mais de tratar com o Rei, cuja bondade reconhecia e proclamava, do que de tratar com seus conse- Iheiros, sobre quern langava a culpa de quanto pudesse sue- ceder de mau. Falla em termos favoraveis do Rei, mas julga pessima a condigao da sociedade e altamente desap- prova os mil vexames e abuses praticados com o povo em nome do Governo." (4) Tao longe estava aquelle diplomata de considerar o Rei uma nullidade, que n elle admittia von- tade sincera de cultivar boa intelligencia e amizade com os

��(1) l>ebret, Voyage Pitioresquc, vol III.

(2) A History of the Brazil.

(3) Paul Groussac, no est. cit. sobre S. Liniers.

(4) Braokenrid^c. 1 oyaye to South America, performed bi/ or der of tlie American (Jorcniiiient in the years ]S17 and 1818, in tlic Fri&rttc rom/rr.s.s. Baltimore 1819. O auctor ia coma secretario d essa missao politica ao Rio da Prata, mandada inquirir da situagao das Provincias Unidas.

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