Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/388

Wikisource, a biblioteca livre
Saltar para a navegação Saltar para a pesquisa


052 DOM JOAO VI NO BRAZIL

disvelos dos facultativos com os soccorros da Medicina, nada ate hoje nos tern dado motives de alguma esperanc,a de sua perfeita cura. Todavia nfio deixam de a levantar sempre da cama, e dentro de uma cadeirinha e conduzida todos os dias por dentro do Paco em forma de passeio, o que sem duvida Ihe e muito proveitoso: e por ultimo ha ideas e votos de a fazerem tomar novos ares em um sitio pouco distante daqui, a que chamao Mata-Porcos, onde foi a residencia do falle- cido conde das Galveas."

Quando no seu estado, por tantos annos normal, de bem estar idiota, dava a Rainha diariamente o seu passeio de carro pelas ruas da sua nova capital, ( I ) que ella nunca che- gou a conhecer e differengar com os olhos do espirito. No Rio de Janeiro entretanto Ihe foram prestadas as impressi- vas honras funebres devidas a sua jerarchia.

Assim que peorou extremamente a enferma e se decla- rou o artigo de morte, a 19 de Marc,o, sahiram a rua confra- rias e clero, secular e regular, com a cruz algada e en toando ladainhas e preces, indo todos rojar-se na Real Capella ante o Santissimo Sacramento e recitar as antiphonas, versos e orac.6es liturgicas da occasiao. No palacio o officio da ago- nia e os psalmos tpenitenciaes eram simultaneamente rezados pelo bispo capellao-mor, pelo nuncio e por frei Joaquim Da- maso, da Congregacao do Oratorio (2).

Uma vez dado pela pobre demente o ultimo alento, ves- tiram-lhe o cadaver de negro com a banda das trez ordens

��(1) I adro Luiz (!nnc;;il vcs -dos Sancios, nit. fit.

(L l Cjipcllao da In.fanLa Dona Marianna, irma da. Jtainha, fal- Iccida no Rio <>.m ISl. i, e bibliothocario real. Nao (nu rciulo t icav no Brazil cm 1821, foi <elle qucm do novo lovou para Lisbma os inanns- criptos da Coroa. Marrocos dcscrovia o jKidrcxiiilin coino tao valido de Aguiar, "que tern toda a liberdade de ver, mcx.M-, o ivnioxor todos os Pa.peis da dito 1 Conde, e e ste o consuLta em muitos Diespachos .... (Carta de 19 de Maio de 1812).

�� �