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DOM JOAO VI NO BRAZIL 1039

tos, ella ate empregou no Rio esforc.os os quaes deixava que se divulgassem em Lisboa - - para o Rei approval a at titude dos liberaes, que assim esperava arregimentar do seu lado. A reuniao a Hespanha - - provavel no caso da corte re- sistir, ou dos constitucionaes se nac contentarem com meias reformas, as unicas auctorizadas pelo principe que viesse representar o soberano, ou do duque de Cadaval nao alcan- C.ar subir ao throno mau grado as muitas sympathias de que o aureolavam e o serio partido de que dispunha - - era o des- fecho que mais temia e mais desagradava ao governo de Lomdres.

Esta perspectiva s-e foi porem dissipando por si a me- dida que se ia affirmando o vigor da revolugao, apoiada como estava sendo nas classes conservadoras e nas illustra- das, nos proprietaries, nos commercial! tes, nos professores, no clero menor, e apenas hostilizada por alguns fidalgos, emquanto o povo nao perdia suas illusoes a respeito. Em vez da juncgao a Hespanha, por mais que a decepgao custasse aos que com tal pensamento occulto tinham, sobretudo para la da raia, instigaido o movimento, no que se pensava era na reconciliagao com o Brazil, uma reconcilia^ao imposta e pautada pela recolonizagao.

A diplomacia portugueza agitava-se no emtanto por conta propria, sem esperar pela distancia instrucgoes do Rio, desde que fora informada dos successes revolucionarios. De- bellar a revolugao hespanhola era em grande parte debellar a revoluQao portugueza, e para debellar ambas, que tinham operado pode dizer-se de concerto e se disporiam com certeza a resistir alliaidas, era indispensavel aos partidarios do velho regimen recorrerem a interven^ao estrangeira. Os recursos nacionaes appareciam insufficientes ou fallazes,

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