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1040 DOM JOAO VI NO BRAZIL

Marialva, centralizando, como antes d elle, com a auctoridade do seu talento e serviqos, costumava proceder Palmella, a direcgao na Europa da politica externa portu- gueza, nao se descuidou de enviar sobre o assumpto circular sobre circular as outras missoes portuguezas, e em pessoa procurou em Pariz levar o governo francez a iniciar uma cruzada legitimista, mandando para Portugal sol dados e na- vios. So conseguio todavia o despacho de um navio de guerra para Lisboa, em missao expectante ( i ) : faltava ainda no go verno quern quizesse por em pratica as fantasias reaccionarias de Verona.

O ministro em Londres, D. Jose Luiz de Souza (so- brinho de Linhares e Funchal, mais tarde conde de Villa Real) procurara logo lord Castlereagh (2) para obstar ao reconhecimento do governo constituido em seu paiz, antes de sanccionada a legitimidade d elle pelo Rei Fidelissimo : tal respondeu o ministro dos negocios estrangeiros da In- glaterra ser a firme intengao da Europa colligada.

Ponderou-lhe mais D. Jose de Souza a necessidade de ligar o governo constitucional de Madrid por igual decla- ragao, que teria a dupla vantagem de fazer esmorecer certas esperangas mais vehementes da Junta portugueza e limpar a honra da Hespanha compromettida pelos conluios do seu agente diplomatico em Lisboa. A esta parte replicou Castle reagh referindo as observances que a respeito transmittira por intermedio de sir Henry Wellesley, embaixador junto ao Rei Catholico, com a declaragao de considerar ataque contra a integrida de dos dominios portuguezes, cuja garantia assu-

��(1) Archive do Mm. das Rei. Ext.

(2) Officio a Thomaz Antonio de 31 de Outubro de 1820, Corresp. de Londres, ibidem.

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