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104:2 DOM JOAO VI NO BRAZIL

ferencias estranhas. De resto, para qualquer expedigao, de- peridia o gabinete da vota^ao parlamentar de urn credito, que seria muito difficil obter visto o seu exito problematico (i).

Sob o pretexto, que em breve se tornaria um principio politico seu, de repugnar-lhe o processo das intervencoes, a Inglaterra esquivava-se pois a tudo, a fornecer contingente militar ou naval, ou subsidio pecuniario contra o movimento constitutional no* velho Rei.no.

Souza referiu em officio a Marialva (2) sua entrevista com Castlereagh, fazendo chegar aos ouvidos do marquez es- tribeiro-mor, todo agodado no seu absolutismo proselytico, a linguagem do bom senso: que nao justificasse, com aggres- soes anti-patrioticas, quer o partido dos que proclamavam querer apenas fazer Portugal independente do Brazil, even- tualmente immolando a dynastia, quer o partido dos que manobravam para a reuniao a Hespanha, aconselhada pela geographia e pela politica.

Era precise, no dizer do ministro ao embaixador (3), nao exacerbar os animos e nao cercar de difficulda-des a acgao do Rei ou do seu lugar tenente, que viesse repor as cousas em ordem na secgao europea da monarchia, e cujas intengoes honestas e benevolas se deviam ir encarecendo. A Inglaterra iria mesmo alem d aquella politica negativamente favoravel a uma intelligencia directa entre soberano e subdi- tos: desmancharia o effeito da declaragao conjuncta, vaga como resultou, de Troppau, e em Laybach se ingeriria, para annullal-os, nos pianos de Antonio de Saldanha da Gama, que dos trez plenipotenciarios portuguezes - - Marialva, Lobo da Silveira e elle nomeados para o que desse e

��(1) Corrosp. de Londres, 1820-1821, ilnrlcm.

(2) Corresp. de Londros, 1820-1821, ibidem. (o) Corrcs p. de Dondl^s, 1820-1821, ibidem.

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