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1054 DOM JOAO VI NO BRAZIL

o directorio de diplomatas em Pariz estava tomando a dian- teira a chancellaria fluminense e impondo o seu modo de pensar, quando na verdade a inspiraqao partira simultanea- mente de Marfalva e de Thomaz Antonio, o qual era inca- paz de ir de encontro nos seiis actos a vontade real. Sustaria porem tal inspiragao a benignidade intelligente de Dom Joao VI, um momento empannada, ao recuperar sua lucidez e por-se em harmonia com uma melhor comprehensao das conveniencias do momento historico.

No essencial se nao enganava todavia Hippolyto, antes acertou logo em julgar o Rei pessoalmente infenso aos ma- nejos do chamado partido aristocratico (i), que na sua constante ainda que mais disfargada malevolencia a Palmella, o publicista acreditava dirigidos por este estadista, de facto empenhado em conciliar as cousas muito mais do que em

ajustal-as pela forga " Mas parece-nos que nao sera

difficil o dar algumas provas, de que nao he El-Rey quern obra contra Portugal, que nao he do soberano de quern se devem temer opposic,oens a um systema constitucional, em

��(1) Corrcio, o Portuynez, cujo redactor a legagao pretendia ainda fazer expulsar de Londres, e o Campeao, de Jose Liberate, es- tavain cm todo caso mais no diapasao das disposieoes regias do que o pcssoal diplomatico que se delxava influenciar pelo marquez es- tri beiro-mor. O .rorliiyiicz alias blazonaya (Officio secretissimo de Sotiza, <lc 4 de Fevereiro dc 1821, no Arch, do Min. das Rel. Ext.)^ ter no Rio de Janeiro pcssoa de dcn-tro que o informava do que alii occorria, apparecerido nas suas paginas contribudgoes d esse correspon- dente que bem indicavam nao serem fingidas, e ate uocumentos que s6 podiam ser extrahidos de algum dos gabinetes privados do go- venno : sen do hum de sites documents a denuncia da Consipiragao de Portugal, feitA por Pinto e Corvo, e publicada no Campeao, papel que deveria ser reservado nos esconderijos mais reconditos do Gabin ete."

Era crenqa geral reproduzida por D. Jose de Souza, que n este ponto .fallava como bom sabrinho dos tios, ter uma das auctoridades do Ilio a seu soldo o Corrcio Braziliense, servindo-se d este orgam "para calumniar e injuriar descarada, e impune.mente pessoas, que occupao os mais altos empregos, e oue S. M. honra com a sua confianga." (Officio cit.)

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