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BOM JOAO VI NO BRAZIL 615

brazileiro, tanto quanto ou na forma por que este o dese- jaria.

Entrava no interesse de Pueyrredon que os Portu- guezes supprimissem a opposigao de Artigas, visto a empreza parecer em extremo arriscada para elle so. Em 1818 ainda o caudiLho levava decididamente a melhor na contenda com os portenhos, destrogando na baixada de Santa Fe as tropas commandadas pelo general Balcarce, e como sempre promo- vendo em seguida a devastacao, ao ponto de faltar carne na capital das Provincias Unidas. "Nao se pode ler sem espanto e pezar os editaes que a necessidade dicta a municipalidade de Buenos Ayres sobre a falta de carne n uma terra onde outr ora se matava uma rez somente para aproveitar-lhe o couro ! ( i )

A abstengao portugueza n esse momenta irritava Pueyr redon, tendo o general Lecor faltado ao seu compromisso de atacar Artigas simultaneamente: os revezes incorridos pelos destacamentos de Buenos Ayres teriam assim sido motiva- dos pela falta de correspondencia por parte dos Portuguezes. O general Balcarce viu-se coagido a abandonar suas posi- qoes e retirar-se para a outra margem, ficando Artigas senhor exclusivo do paiz, com o seu outro adversario, Lecor, inactivo em Montevideo (2).

O enviado Garcia ia, comtudo, mantendo o mais suave- mente a boa intelligencia dos dous governos, o governo legitimo do soberano absoluto de Portugal e Brazil e o go verno nao reconhecido das Provincias sublevadas e democra- ticamente organizadas. Si em Buenos Ayres a contemplagao com os occupantes de Montevideo era notoria, no Rio nao

��(1) Officio de Maler de 30 de Abril de 1818.

(2) Offu-io de -Maler de 21) de Maio de 1818.

D. J. 39

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