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DOM JOAO VI NO BRAZIL 1129

seu pessoal com bom numero de individuos sem titulo para se acharem presentes?

O interesse do acto revertia em todo caso a favor de Dom Pedro e do seu mentor Arcos, que temiam, pelo menos tanto quanto Dom Joao a desejava, uma pressao contraria a partida da corte; e si o Principe, conforme rezam alguns depoimentos, depois de provocar a carnificina a sustou, nao fez mais do que zelai sua nascente e entao geral populari- dade. As ordens, e claro, foram dadas em nome do Rei, o pobre Rei que ja nao mandava e a quern, no dia 22, fizeram revogar tudo quanto outorgara na noite anterior e confiar de vez a seu filho, assistido de um gabinete de quatro membros, a direccao autonoma dos negocios brazileiros (i).

Ha ainda a versao, perfilhada por Mrs. Graham, ver- dade e que testemunha muito parcial a Dom Pedro, de um mal entendido, ou melhor ainda, da descarga haver resultado de uma precipitacao, natural senao justificavel, em momen- tos de facil panico. Os que assim querem pensar, invocam em seu abono a imprudencia que havia em irritar o povo da capital quando tanto dependia da sua calma, esquecendo, porem, que a tropa portugueza tinha a persuasao e ate se jactava de poder manter perfeita a tranquillidade publica, comtanto que a deixassem agir com relativa decisao.

O acontecimento da Bolsa teve enorme repercussao, desproporcionada mesmo a sua importancia, e nao so tornou impossivel qualquer alteragao em que ainda se pud<esse pensar da combinacao dynastica assentada, como cavou

��ill < oui-])uiiha sc cssc niinislt-rio dc Arcos ( nMim ). I.ouxa ( T.-i zenxja), i( :inl;i (negocios inililarcs i. e Mano ! Antonio Kai-inha (ne 1 - Kocios inaril iniosi. Ao Ki-.ycnli> cabiam as mais cxicnsas tlvas : conceder pcnlocs c (oiiinnitac.-dcs di- pi-nas. nnmoar r uvs d,> ludn casla. 1 a/rr guerrs e ci lclrar pa/,, e disl riluiir e merces honoril icas.

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