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DOM JOAO VI NO BRAZIL 623

Alvear, sahido de Montevideo com dinheiro portuguez, (i) apoderou-se do commandante das forgas portenhas Soler, que prendeu a bordo de navio surto no porto, e do commando sahio a consolidar a sua auctoridade no campo, congregando em redor de si 2000 homens. Soler conseguio, todavia, recobrar o seu posto e incutir coragem em Sarra- tea, dcsertando a gente de Alvear a medida que se foram esgotando os seus fundos e retirando-se afinal elle proprio protegido pelo chefe dos bandos d Entre-Rios Ramirez, que assignara a convenc^ao de 23 de Fevereiro com Buenos Ayres, e <por seu lado estava ameagado na sua provincia.

O vento continuou no emtanto, com todo este descon- certo, a soprar decididamente n,o sentido contrario a politica portugueza de Pueyrredon, cuja queda Dom Joao VI deplo- rava em conversacao com Maler, confiando em todo caso, mau grado a pronundada hostilidade ao regresso d elle, que o director voltaria ao poder. O enviado Garcia foi retirado do Rio por Sarratea, denunciando-o a Gazcta de Buenos Ayres como suspeito de receber uma pensao annual de 30.000 francos do governo portuguez. O mesmo orgao official, na sua como hoje a chamariamos campanha de imprensa, divul- gou entre outras pegas a correspondencia do conego D. Jose Valentin Gomez, quando enviado confidencialmente a Franca, expondo a conducta do gabinete do Rio, e deu curso aos artigos addicionaes e secretos do armisticio de 1811, ate .uspender-se essa publicacao, si dermos credito a Maler, sob c . acgao do ouro remettido do Rio a Sarratea. (2)

No torvelinho das sedigoes, desencadeado pelas faccoes en lucta, nao tardou tambem Sarratea em ser destituido por

��(1) Officio de Maler de 24 de Mala de 1820.

(2) Officio de 26 de Maio de 1820.

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