Página:Dom João VI no Brazil, vol 2.djvu/64

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BOM JOAO VI NO BRAZIL

descorocoada ac recuperar integro o seu imperio colonial e por um movimento que nao estaria por certo muito no ca- racter nacional, nao abria ella mao da Banda Oriental em troca de outras vantagens, a posse incontestada de Olivenga e a allianga para suffocar as ideas liberaes na Peninsula; ou tam bem si, nao tendo meios para se oppor alem-mar aquella intervencao armada da corte do Rio, nao esperava a Hespanha aproveitar-se depois, em proveito da coroa de Fernando VII, da ordem restabelecida e da destruigao da in- dependencia de Buenos Ayres, n este caso afigurando-se-lhe dever a guerra com as Provincias do Rio da Prata ser a con- sequencia fatal da expedigao contra Artigas ?

O matrimonio, no proprio anno de 1816, de Dona Maria Isabel e Dona Maria Francisca de Assiz com o Rei d Hespanha e seu irmao, deveria indicar acharem-se as duas cortes n um pe de intimidade. Em Dondres ate se sup- puzera, por causa d estes enlaces, ser a expedicao fructo de um ajuste secreto, mas depressa o conde de Fernan Nunez, embaixador d Hespanha, dissuadiu d isso lord Castlereagh, o qual recebeu com satisfacgao o esclarecimento, porquanto a Inglaterra nao considerava, como sabemos, a politica por-

tugueza de imperialismo sul-americano com olhos favora- veis.

Nao so se arreceiava o governo brita-nnico de que o Reino do Brazil adquirisse influencia excessiva no Novo Mundo que pudesse de futuro vir a prejudicar os seus in- teresses commerciaes, como antevia a estabilidade que a an- nexagao da margem oriental, senao das duas margens do Rio da Prata, daria a corte do Rio de Janeiro e nutria al- gum temor da absorpgao pela Hespanha da parte europea

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