MENSAGEM ANUAL DO
PRESIDENTE ROOSEVELT AO CONGRESSO[1]
Esta guerra tem de ser—e é movida com grande e persistente intensidade. Está em jogo tudo o que somos e o que temos, e a essa finalidade dedicamos tudo o que somos e o que temos. Nossos soldados, a lutar longe da pátria, já se ilustraram em vitórias as quais o mundo jamais esquecerá.
Não cabe a menor dúvida sobre a vitória definitiva. Também não temos ilusões sobre o que custará: nossas perdas serão vultosas.
Nós e os nossos Aliados juntos perserveraremos na luta até à vitória total e definitiva.
Acaba de transcorrer um ano assinalado, em termos gerais, por considerável progresso a caminho da vitória, muito embora seu fim haja sido acompanhado de um revés para as nossas armas, em resultado de um feroz contra-ataque desferido pelos alemães em Luxemburgo e na Bélgica com o propósito evidente de cortar a nossa linha ao meio.
Os nossos soldados guerrearam com bravura indizível e inesquecível sob as condições mais difíceis, ao passo que o inimigo teuto sofreu perdas consideráveis sem no entanto conseguir os seus objetivos.
A maré da acometida alemã atingiu seu ponto máximo dois dias depois do Natal. Desde isso pudemos rehaver a ofensiva, conseguimos socorrer a guarnição isolada em Bastogne, e forçámos a retirada alemã ao longo de toda a periferia da saliência. A rapidez da nossa recuperação, em face desse ataque selvagem, deve-se em grande parte ao fato de possuirmos um Comandante Supremo com autoridade completa sobre todos os exércitos aliados que se encontram na França. O General Eisenhower arrostou com essa tribulação com calma e resolução admirável, alcançou um êxito que melhora progressivamente. Deposito nele a máxima confiança.
- ↑ O texto completo desta mensagem foi traduzido e publicado em português pela Repartição Central de Traduções (Publicação TO 196).