Poderão ser intentadas novas tentativas desesperadas para romper-nos as linhas e atalhar-nos o progreso. Importa que jamais cometamos o erro de supor que os alemães estão derrotados até que se haja rendido o último nazista.
Cumpre-me prevenir-vos, ainda, sobre o efeito insidioso da propaganda inimiga.
A cunha que os alemães tentaram encravar na Europa Ocidental foi menos perigosa, no que diz respeito ao ganharmos nós a guerra, do que as cunhas que eles têm procurado constantemente fincar entre nós e nossos Aliados.
Todo rumor, por menor que seja, destinado a enfraquecer a nossa fé nos nossos aliados, é como um agente vivo em nosso meio, que procure solapar a nosso esforço de guerra. Circulam aqui e acolá boatos perniciosos e infundados contra os russos e contra os ingleses— e até contra os nossos próprios comandantes americanos.
Se examinardes atentamente esses rumores, percebereis que todos sem exeção estão estampados com a mesma marca: "Indústria alemã."
Temos de resistir a essa propaganda divisória; mais, temos de destruí-la, e com o mesmo vigor e resolução com que os nossos combatentes enfrentam e desbaratam as divisões motorizadas do inimigo.
Na Europa, retornaremos ao ataque e—a despeito de reveses temporários e eventuais—prosseguiremos renhidamente nesse empenho até ser completamente derrotada a Alemanha.
É oportuno examinarmos em retrospecto neste momento a estratégia fundamental pela qual nos temos orientado durante os três anos da guerra, e pela qual chegaremos um dia à vitória total.
Os nossos maiores esforços, durante os trés primeiros anos da guerra, foram canalizados no sentido de concentrar homens e provisões nos diferentes teatros militares, nos pontos em que pudéssemos ferir mais eficazmente os nossos inimigos.
Tratava-se de um problema de técnica militar—a distribuição das nossas forças. Feriram-se muitas e essenciais batalhas; ganhámos muitas e importantíssimas vitórias. As batalhas que travámos, com as vitórias que alacançámos, tiveram por fim deter o inimigo que nos atacava, e colocar-nos em posições de onde nós e nossos Aliados pudéssemos desfechar os golpes tremendos e decisivos.
No princípio, a nossa finalidade militar preponderante consistia em impedir que os nossos inimigos—as poténcias mais fortes e mais violentamente agressoras que jamais ameaçaram a civilização— ganhassem vitórias decisivas. Ao mesmo tempo que levantávamos as nossas defesas e detínhamos o inimigo, entrevíamos o momento em que havíamos de arrancar a inciativa aos nossos inimigos e colocar os nossos superiores recursos em efetivo e apetrechos diretamente em competição com eles.
Já era evidente que a derrota de qualquer dos nossos inimigos exigia que se acumulassem tremendas forças terrestres, navais, e