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Página:Em direção à paz.pdf/50

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aéreas em posições das quais nós e nossos Aliados pudéssemos atingir diretamente as metrópoles inimigas, e assim a máquina militar nazista e japonesa.

Quanto ao Japão, tivemos de esperar até que se concluíssem extensas operações militares, que consistiam em estabelecer linhas de abastecimento seguras através das suas defesas periféricas. Exigiu esse empreendimento forças navais e aéreas sobrepujantes, apoiadas por forças terrestres arremessadas estrategicamente contra as guarnições de distantes postos avançados.

Como sempre desde o dia em que fomos atacados—é militar e moralmente acertado refutarmos os argumentos dos indivíduos imprevidentes que pretendiam que deixássemos a Grã-Bretanha e a Rússia à merce do monstro nazista, enquanto concentrássemos a nossa atenção contra os japoneses. Clamavam essas pessoas por que nos limitássemos a uma guerra puramente defensiva contra o Japão, deixando que o resto do mundo fosse dominado pelo nazismo e fascismo.

No teatro europeu, já existiam na Grã-Bretanha as bases necessárias para a concentração de forças terrestres e aéreas. Na zona do Mediterrâneo, podíamos iniciar as operações terrestres contra grandes setores do exército alemão assim que entrassem em campo as nossas tropas, primeiramente na África Setentrional e depois na Itália.

Tomámos, portanto, a decisão de concentrar o grosso das nossas forças terrestres e aéreas contra a Alemanha, até sua derrota completa. Baseava-se essa decisão em todos esses fatores, aos quais se juntou a certeza de que, entre os nossos dois inimigos, a Alemanha poderia mais provavelmente utilizar-se das suas conquistas e converter em potencial bélico o potencial humano e os recursos dos territórios conquistados.

Temos tido na Europa dois aliados ativos e indômitos; a Grã- Bretanha e a União Soviética, e nos países ocupados, heróicos núcleos de resistência patriótica, os quais enfrentavam e estorvavam constantemente os alemães.

Não devemos olvidar a firmeza com que, sozinha, se manteve a Grã-Bretanha em 1940 e 1941, desenvolvendo ao mesmo tempo, mau grado os ferozes bombardeios aéreos, uma colossal indústria de armamentos que lhe permitíu tomar em 1942 a ofensiva em El Alamein.

Não devemos esquecer, tão pouco, a epopéica defesa de Moscou, Leningrado, e Stalingrado, nem as tremendas ofensivas russas de 1943 e 1944, que aniquilaram formidáveis exércitos alemães.

Não podemos enfim, menosprezar a tenacidade do povo chinês, que há mais de sete longos anos tem suportado os bárbaros ataques japoneses e imobilizado grande número de soldados inimigos na vastidão do continente asiático.

Para o futuro, não devemos jamais esquecer a lição que acabamos de aprender: devemos ter amigos que trabalharão conosco na paz assim como lutaram ao nosso lado na guerra.

Em resultado do esforço conjugado das forças Aliadas, alcançámos
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