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Página:Em direção à paz.pdf/51

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em 1944 grandes vitórias militares: a libertação da França, da Bélgica, da Grécia, e de uma parte da Holanda, Noruega, Polônia, Iugoslávia, e Checoslováquia; a rendição da Rumânia e da Bulgária; a invasão da própria Alemanha e da Hungria; o avanço regular pelas ilhas do Pacífico até às Filipinas, Guam, e Saipan; e o início de uma assoladora ofensiva contra a metrópole japonesa.

Neste momento, que coincide com o da reunião do septuagésimo-nono Congresso, chegámos à fase mais crítica da guerra.

A maior vitória do ano passado foi, por certo, o rompimento da chamada muralha marítima impregnável dos alemães na Europa, no dia 6 de junho, e o avanço vitorioso das forças aliadas pela França, Bélgica, e Luxemburgo, as quais chegaram quase até às margens do Reno.

Transpondo os exércitos aliados o Mar da Mancha na invasão, realizou-se a maior operação anfíbia da história do mundo. Por sua imensidade, sobrepujou qualquer outra operação desta ou de qualquer outra guerra. O êxito alcançado é uma homenagem ao valor dos soldados que arremeteram contra as praias; aos marinheiros e tripulantes que transportaram os soldados e os aprovisionaram; e aos chefes militares e navais, que realizaram um verdadeiro milagre de estudos e execução. É, mais, um tributo à capacidade de duas nações, a Grã-Bretanha e os Estados Unidos da América, para juntas estudarem e juntas trabalharem e lutarem, num espírito de cooperação e de prefeita harmonia.

A travessia do mar foi seguida, em agosto, de uma segunda operação anfíbia de grandes proporções: o desembarque de tropas na França Meridional. Nisso, reinou entre as forças americanas, francesas, e outras, com base na África Setentrional e na Itália, o mesmo espírito de cooperação e de harmonia.

O bom êxito das duas invasões também atesta a capacidade de muitos homens e mulheres para guardar silêncio, já que umas poucas palavras descuidadas poderiam ter posto em perigo a vida a centenas de milhares, malogrando-se o magno empreendimento.

Essas duas grandes operações foram possibilitadas pelo bom resultado da batalha do Atlântico.

Não houvéssemos nós levado de vencida os submarinos alemães, e não poderíamos ter reunido na Grã-Bretanha as nossas forças para a invasão e as forças aéreas, nem poderíamos ter mantido o escoamento constante de provisões para essas forças uma vez desembarcadas na França.

Os nazistas, entretanto, poderão aperfeiçoar os seus submarinos e melhorar as tripulações. Deram recentemente impulso à sua guerra submarina. A batalha do Atlântico, tal como todas as campanhas desta guerra, requer vigilância eterna. Por isso, as marinhas britânica, canadense, e outras, dos aliados, juntamente com a nossa, estão constantemente alerta.

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