As grandiosas operações da Europa Ocidental obscureceram na mente do povo as menos espetaculosas, mas importantíssimas operações da frente italiana. Seu valor na estratégia da guerra na Europa não foi devidamente compreendido, sendo, até, menosprezado por alguns.
É mister que se desfaçam já os equívocos a esse respeito.
O que estão fazendo na Itália as forças Aliadas vem a ser uma estudada parte da nossa estratégia na Europa, que ora visa a um único objetivo—a derrota total da Alemanha. Essas valorosas fôrças continuam a manter sob constante pressão uma parte importante do exército alemão, aí incluídas cerca de vinte divisões de primeira linha mais as necessárias tropas de abastecimento e de reserva—tão urgentemente precisadas alhures.
Vencendo as dificuldades do terreno e tempo inclemente, o nosso Quinto Exército e o Oitavo britânico, reforçados por unidades das outras Nações Unidas, aí compreendida uma valorosa e bem equipada unidade do Exército brasileiro, no ano passado conseguiram avançar ao norte dos ensanguentados teatros de Cassino e da praia de Anzio, atravessar Roma, e chegar ao planalto sobranceiro ao vale do Pó.
O maior tributo que possamos pagar à coragem e às habilidades guerreiras desses bravos soldados ora na Itália consiste em salientar o fato de que, embora seu efetivo seja aproximadamente igual ao dos alemães que enfrentam, os Aliados tem mantido continuamente a ofensiva.
As nossas tropas na Itália continuarão a manter essa pressão e ofensiva.
O povo americano, assim como todo soldado que se bate nos Apeninos, deviam lembrar-se de que a frente italiana não perdeu nada da importância que tinha quando era ainda a única frente Aliada na Europa.
No Pacífico, desenvolvemos no ano passado a atividade ofensiva mais intensa da história da guerra moderna. Fizemos o inimigo recuar mais de três mil milhas no Pacífico Central.
Há um ano, a nossa conquista de Tarawa só tinha pouco mais de um mês de completada.
Há um ano, preparávamos a invasão de Kwajalein, o segundo passo gigante no Pacífico Central a caminho das Filipinas.
Há um ano, o General MacArthur ainda se batia na Nova Guiné, a quase 1,500 milhas de distância da sua posição atual nas Ilhas Filipinas.
Possuimos agora bases firmemente estabelecidas nas Ilhas Marianas, de onde as nossas Superfortalezas aéreas bombardeiam Tóquio e, em números progressivamente maiores, continuarão a reduzir a escombros o Japão.
As forças japonesas nas Filipinas foram cortadas ao meio, mas ainda há por ferir lutas renhidas—e custosas. A libertação das Filipinas