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Página:Em direção à paz.pdf/59

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que nunca nos destinos do seu país e na solidez dos ideais democráticos, para os quais a nação francesa tem contribuído históricamente em tão vasta medida.

Durante a libertação a França tem dado provas da sua indomável determinação de combater contra os alemães, continuando os esforços heróicos dos grupos de resistência sob a ocupação, e de todos aquéles franceses que, pelo mundo fora, se negaram a entregar-se, a seguir à derrocada de 1940.

Hoje o exército francês acha-se de novo na fronteira alemã, e de novo combate, ombro a ombro, com nossos filhos.

Desde o nosso desembarque em África, temos colocado nas mãos dos franceses todas as armas e material de guerra que os nossos recursos e a situação militar teem permitido. E tenho o prazer de poder anunciar que vamos equipar maior número de tropas francesas com as mais modernas armas de combate.

Além da grande contribuição que a França pode fazer para a nossa vitória comum, a sua libertação significa que a sua grande influência poderá dedicar-se à solução dos problemas da paz.

Reconhecemos absolutamente a grande importância que tem para a França a solução definitiva do problema alemão, e da sua possível contribuição em completar a segurança internacional. A sua adesão formal, há poucos dias, à Declaração das Nações Unidas e a proposta nas discussões de Dumbarton Oaks, segundo a qual a França receberia um dos cinco lugares permanentes no projetado conselho de segurança, mostram bem até que ponto a França retomou a sua própria posição de vigor e de preeminência.

 
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Temos diante de nós muitos problemas que devemos encarar com coragem e realismo.

Este novo ano de 1945 pode vir a ser o ano de maiores empreendimentos na história da humanidade.

Este ano de 1945 poderá ver o fim dum regime de terror nazi-fascista na Europa.

1945 poderá ver cerrarem-se em volta do Japão as forças que vão punir os malefícios do seu imperialismo.

E, acima de tudo, 1945 pode e deve ver o princípio substancial da organização da paz do mundo. Esta organização deve ser o cumprimento da promessa pela qual os homens têm lutado e morrido nesta guerra. Deve ser a justificação de todos os sacrifícios que se têm feito—de toda a terrível miséria que este mundo tem sofrido.

Nós, os americanos de hoje, juntamente com os nossos Aliados, escrevemos a história: e eu espero que seja melhor história do que nunca se fez antes.

Roguemos a Deus que nos faça dignos de todas as oportunidades que nos tem dado.

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