no Rio de Janeiro que se internaram e foragidos foram dar com sigo no Amazonas; e porque não seriam outros tupis, visto que tupis eram tantas tribus esparsas por todo o Brasil? e como é que só os restos dos tamoyos é que puderam atravessar tantas centenas de leguas, sem serem completamente exterminados por gentes contrarias ? o caminho que seguiram era inteiramente despovoado ? Os omaguas da Bolivia, Perú e Nova Granada não eram o mesmo que tupis e guaranis? e não se davam tambem por tupinambás, donos da terra.
Isto induz á procurar a interpretação do nome tupinamba. Em outro opusculo tracta-se disto mais desenvolvidamente, e aqui cabe quando muito uma observação.
E՚ possivel traduzir tupinambá, ainda que com alguma difficuldade, por gente da terra (finium gens, vel, locorum incolae), resposta natural á uma pergunta quinam estis, formulada pelos europeus no Rio de Janeiro, na Bahia, etc., e respondida por indios pertencentes á mesma familia.
Deixando de parte estas tribus que ninguem contesta serem da mesma familia, os auctores menciònam grande numero de outras inteiramente diversas, e que fallavam idiomas sem parentesco algum com a lingua geral e nem mesmo entre si. No Catalogo de las lenguas Hervás enumera não menos de 51 linguas ou nações mencionadas pelos escriptores portuguezes como differentes.
Alcide d՚Orbigny, depois de declarar que pouco conhece os brasis, pois na sua viagem apenas vira um botocudo, etc., referindo-se ás figuras e descripções que vira nas obras de Spix e Martius, de Neuwied, de Rugendas e de Debret classifica-os todos no ramo