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Página:Ensaios de sciencia (Vol. 1).pdf/44

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rentesco em toda a parte para etymologicamente ligar Perú, Pará, Paraguay, Veragua, Paria, Parina e por fim Brasil.

É possivel que assim seja; é possivel filiar o kechua ou outras linguas americanas a tronco sanskritico. Mas entāo é porque nesse caso já se póde provar scientificamente que houve um unico Adam e confirmar a tradicçāo biblica com os dados fornecidos pela sciencia. Entāo os dados fornecidos pela comparaçāo das linguas terāo chegado á mais alta precisāo, dando a synthese da sciencia linguistica. É difinitivo que a questāo ethnographica póde ser decidida pela sentença final de uma origem unica de todas as linguas, ou que pelo menos a species homo no que diz respeito á expressāo do pensamento, tambem parece-se comsigo só.

Para se compararem as linguas é preciso primeiro que tudo que se as conheça e bem ; tāo evidente é isto que basta dize-lo.

Pelo menos este modo de vêr conforma-se mais com o real e positivo do que tentativas como a do Sr. Fidel Lopes no seu livro As raças aryannas no Perú. Como quer se filiar esta lingua ao sanskrit se ainda nem se a conhece nem se a precisou? Como classificar uma arvore n՚um dado genero quando nāo se examinou a flôr, nāo se sabe como é o fructo e mal se estuda a folhagem? Como se dizer peremptoriamente que este vegetal provem de tal regiāo, se no mesmo lugar em que elle se apresenta como objecto de estudo nāo se investigou ainda se elle parece-se com outros, se ha ou nāo especies congeneres? vai-se buscar na Asia (está bem) e ainda em cima no tronco commum das linguas aryannas, isto é, das poderosas linguas cultas da civilisaçāo, a filiaçāo de uma lingua que geralmente classificam entre as de agglutinaçāo, entre as que nāo