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Página:Ensaios de sciencia (Vol. 1).pdf/62

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Por aqui se vê quanto devia ser musical esta lingua, e quanta difficuldade ha hoje para se fazer ideia e differençar suas variadas modulações, que necessariamente estão implicadas em grande numero de vocabulos compostos os quaes por isso até parecem contradizer-se.

Os diphtongos mais usuaes da lingua são formados por i e u quer antepostos, quer pospostos ás autras vogaes, e existem diphtongos nazaes como em täiñ dens, hãyîñ semen, granum, ñi urere, karãi scabere, scalpere. Estes diphtongos ãi, ẽi, ãi, etc., pronunciam-se proximamente como em portuguez mãi, bem, muito, etc., á que até certo ponto correspondem em francez os sons nazaes que ha em montaigne, poing, regne, etc.

Para se conhecer quando ha diphtongo, empregar-se-ha o accento circumflexo sobre a vogal principal ou dominante, ficando a outra sem accentuação alguma. Quando a vogal principal do dithtongo fôr nazal o mesmo til sobre ella supprirá o circumflexo. Quando emfim o mesmo diphtongo fôr breve, a vogal accentuada que o precede receberá o accento. Exemplo: pâi omentum, hêi lavare, pêu pus, sanies, häyĩ semen, ákuà cuspis, mucro, kuâb transgredi, transire, guêr vetus, preteritus, guêb deletus, obliteratus, uyb sagitta, kuî farina, pulvis, kûi vas, cyathus, crater, ũî urere, pulvis, mênguã offensa, damnum.

 
DAS CONSOANTES
 

As consoantes ordenadas segundo o modo de formação resumem-se nas explosivas ou dividuas :

 
Gutturaes k g ñ
Dentaes t d n
Labiaes p b m