Ir para o conteúdo

Página:Ensaios de sciencia (Vol. 1).pdf/63

Wikisource, a biblioteca livre
— 55 —

As quaes tem-se de juntar ainda algumas fricativas ou continuas e uma ancipite ou trinada.

A guttural continua forte foi designada pelos espanhoes pelo h e pelos portuguezes muito impropriamente por ç. É evidente que devia ser preferido o h. Esta guttural passa, não raras vezes, á sibilante dental s, que tambem por vezes muda para sh (inglez), sch (allemão) e que aqui vai figurada ch. Este ch em alguns lugares do interior e em S. Paulo, se faz ouvir tambem com tsh. Assim nos participios em háb ou hár o h passou frequentemente á s e depois á sh (ch). Na saudação paraguaya maechápa re in, ut vales? echápa vem de esába que antes fôra ehába substantivo participio do verbo é dicere.

Adoptado o y para representar a vogal especial do abañeênga não houve remedio senão admittir o j, ainda que não muito proprio, para representar a semi-consoante que se ouve em jakaré, jagua, jar, je, jo. A pronunciação deste j varia em extremo conforme as localidades, ora não se differençando da vogal i, ora soando como dj, ora passando á ñ e até á ch. O som que mais propriamente se lhe pode attribuir o do Ja sim em allemão ou então o do ayez tende vós em francez. De passagem do j para ch tem-se exemplo em cha-ha em vez de ja-há eamus e em outros imperativos de verbos.

Só falta agora considerar a trinada r que suppuz à principio corresponder à semi-vogal sanskritica, e que pessoa habilitada me fez vêr que não passava de uma semi-consoante branda. O som deste r é o que se ouve nas palavras portuguezas e espanholas caro, sonoro, ara, ira, no francez cher, colère, sirop, heros, no allemão hier, èr, etc. De ser branda a pronunciação deste r ainda mesmo no começo das dicções provem o erro de terem escripto, quer em espanhol quer em portu-