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Página:Ensaios de sciencia (Vol. 1).pdf/68

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peito á esta particula demonstrativa, mas nos seguintes exemplos se verá a necessidade da distincção entre i e j: ai-ar=aiár eum colligo, a jar=ajar adhereo, ai-u= aiú eum edo, a-ju=ajur venio, á-jú=ajúb requietus sum.

Afinal empregou-se ch para o chiante sh (inglez) = sch (allemão)= ch (francez). Talvez conviesse empregar x por ser um só caracter com o qual se evitaria o duplo emprego do h, e porque é o som que lhe dão os portuguezes em muitas dicções como xadrez, rixa, lixa, praxe, etc. Mas é tão differente o som attribuido á x no geral dos alphabetos que apezar de empregar dois caracteres (ch) para um som, com tudo foi preferivel. Por fim este som chiante do abañeênga que corresponde a sh inglez ou sch allemão, n՚alguns lugares sôa quasi tsh ou ao menos como ch de church igreja, e assim em todo o caso é preferivel o ch.

 
METAPLASMOS
 

Para ultimar as observações acerca dos sons e das lettras que os representam resta tratar dos metaplasmos usados, muitas vezes por mera euphonia. Vê-se que fallando da troca de letras umas pelas outras tracta-se da mudança dos respectivos sons e não da troca por mera alteração de orthographia.

O y especial do abañeênga é de todos o que tem soffrido maior mudança, o que é natural, visto ser o som mais difficil e portanto mais alteravel. No Pará e em geral no norte, segundo se vê do vocabulario, do Padre Seixas e de Gonçalves Dias, e como é confirmado por viajores observadores, o y degenerou em

é e em u. O verbo tyba jacere dizem teua, em vez