Ir para o conteúdo

Página:Ensaios de sciencia (Vol. 1).pdf/70

Wikisource, a biblioteca livre
— 62 —

syllaba o som nazal é apenas sensivel de modo que já se podia escrever atā. No mesmo caso estão porā quasi porá em vez de porang pulcher e outros.

O som nazal de y é duvidoso que o houvesse em muitos casos, e parece antes ter sido alteração da labial b para m como se vê em yb arbor, mudado para ym em ymbira arboris pellis, arboris cutis.

Em ẽ, ĩ, ō, ha muitos exemplos de ter tambem desapparecido o som nazal, como mostra manō deesse que em muitos lugares se diz manô.

As consoantes, como acontece em toda parte, trocam-se umas pelas outras da mesma classe, ou formadas no mesmo lugar dos orgãos vocaes, isto é, as labiaes entre si, o mesmo com as dentaes, etc.

As gutturaes alternam-se frequentemente, e vê-se gantim por kantim ossis acumen, garaib por karaib sanctus, etc. No supino dos verbos acabados em g sempre ha mudança de g em k como em og supprimere, óka; pog rumpere, póka. Alem disso o g tem desapparecido em muitas dicções, e não só o g mas o u que costuma acompanhal-o e com elle se liquida. Assim guasú grandis tem ficado uasú e asú (e até usú); jaguá felis, jauá; guatá ambulare, uatá e atá; guapy sedere, uapy e apy.

Comparando-se o que disse Figueira, o Diccionario brasiliano e outros com o que vem no Tesoro acha-se o, u em vez de gu em: oapy por guapy sedere, oasem por guasem clamare, oára, oama, oaba, por guara, guama guaba (desinencias participiaes). Em karamemoā por karamenguā dá-se troca de ngu por mo.

Um dos metaplasmos mais usados dá-se no abrandamento de k em ng quando formam-se compostos, por exemplo: kér somno se dare, conferre se dormitum, mongér aliquem somno dare, conferre dormitum; karu se alere, mangaru alere.