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Página:Ensaios de sciencia (Vol. 1).pdf/71

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A aspirada h em composição é inteiramente subordinada aos sons que a precedem e com elles muda como se vê nos participios em háb e hár. A desinencia geral é por exemplo como no verbo mboé docere, que faz mboeháb quod docetur, doctrina e tambem schola, mboehar qui docet, magister. Mas conforme as terminações da radical do verbo o h soffre mudanças como se vê em ñā ou ñan currere, que não faz ñahár nem nāháb, mas sim ñandab cursus, ñandár qui currit, assim em moñang facere, moñangáb quod fit, monhangár factor, mondog discerpere, mondokáb quod discerpitur, mondokára qui discerpit, moam tollere, moambáb quod tollitur, moambár qui tollit. Nestes exemplos vê-se o h amalgamado com a vogal nazal precedente mudar-se em nd, ng, k, m.

As dentaes d, nd, n rendem-se umas ás outras e apparecem tambem em lugar da dental forte t, mas esta nunca em lugar de qualquer das outras. O pronome singular da segunda pessoa apresenta-se sob as formas de, nde, ne, mas nunca te que tem significação diversa. Elle apresenta-se tambem sob a forma re, que é a prepositiva verbal da segunda pessoa do singular, e esta ligação entre a trinada r e a dental n explica o porque nos participios terminados em ar, ou ára, este r frequentemente figura como n como se vê em: yguána, maranguiguána, sokána, apohána, jukahána, ñandána, ñangána em vez de yguara aquaticus marangiguara rixosus, turbulentus, sokára qui contundit, apohára qui facit, jukahára qui occidit, ñandára qui currit, ñangara qui corbe colligit. O n por r apparece ainda em nã=rã similis, noin=roin locare, etc., e o inverso em rẽ=nẽ oleri.

Só na grammatica póde ser desenvolvida a regra dos radicaes demonstrativos, que pronominalmente se substituem uns aos outros na ordem t, h, gu, r e de que já se vio exemplo.