estructura da phrase e proceder-se ao estudo dos radicaes. É na grammatica que podem ser estudadas certas mudanças de sons subordinados á leis algo uniformes; o abaneênga como todas as outras linguas tem o seu modo de variar as vozes conforme a contingencia dos sons, que se compõem.
Exemplos de metathese, verbi gratia, tem-se em bai por aib arduus, malus, como agora usam os paraguayos; de apherese em sá por tesá oculi; de apocope em quasi todos os vocabulos na bocca das gentes do Paraguay e das Missões; de synerese em tayñ por tayîn semen em tañ por tãin dens, de syncopa ou crase em tamonduá por tasymonduár myrmecophaga, ou litteralmente formicarum auceps, venator.
A apocopa merece particular attenção porque do uso frequente della entre os paraguayos resultou a principal differença entre guarani e tupi como já foi notado no prolegomeno. Embora pareça repetição fastidiosa torna-se preciso insistir sobre este ponto, porque isto tem induzido á muitos erros, fazendo crêr que differia muito o guarani do tupi. Os vocabulos tub, péb, nãn; tar, iab, óg, pór, syb, hub, e outros eram pronunciados pelos paraguayos com elisão da ultima lettra, dizendo elles: tú, pé, nã, tá, iá, ó, pó, sy, hú, e os tupis juntavam sempre a vagal neutra pronunciando distinctamente a segunda syllaba em túba, péba, ñāna, tára, iába, óga=oka, póra, syma, húba. Os guaranis nem sempre supprimiam essa ultima lettra ou syllaba conforme a euphonia ou a clareza que queriam no que diziam, mas era-lhes mais habitual a suppressão. Os tupis não apresentam quasi caso algum em que elidissem a ultima syllaba; provam-no os nomes hoje correntes no Brasil como peróba, pindayba, sapetyba, karióca, pipóka, inandioka, etc. Confrontem-se yberab aqua splen