riam mais frequentes as ossadas; parece antes que tambem esses ossos, de algum velho, ou doente que fosse abandonado, constituiam lixo como o mais e eram atirado sobre o monte.
Reduzimos assim à sua singela expressão natural o sambaqui, que teve de servir para tanta producção fantastica, ora sendo diques, ora trincheiras, outras vezes mausoléos, e até construcções para o culto.
Não ha ainda muitos annos viam-se sambaquis recentes e respeitaveis produzidos em diversos pontos da bahia do Rio de Janeiro pelos pescadores de marisco para fabrico de cal; elles colhiam o samanguayȧ ainda vivo e o amontôavam. Hoje estão esgotados os bancos, não se deu tempo á se reproduzirem as conchas, e pesca-se cisco composto de tudo, areia e fragmentos de concha.
Os antigos sambaquis do Rio de Janeiro já de longa data foram consumidos pelas caieiras, e para o sul vai acontecendo o mesmo. A cal consumida em Santos é tirada das ostreiras da Bertioga; em Iguape e Cananéa tambem soffreram consumo, o mesmo acontece em Paranaguá, etc.
O sambaqui tem em muitos pontos alguma importancia geologica que, não tendo sida attendida, deu lugar á interpretações inexactas.
O samanguayá vive em lugares pouco fundos e em agua salgada; quando penetra na barra de algum rio nunca chega onde possa predominar agua doce.
Os indigenas consumiam os samanguayás necessariamente na maior proximidade do banco onde os colhiam.
Portanto a existencia de sambaquis á mais de legua de distancia de agua salgada, como acontece n՚alguns affluentes da bahia de Paranaguá, por exemplo no Rio Gorgossú, ou na Laguna, onde se eleva no meio