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Essa voz era a do Padre Diogo Antonio Feijó.

A primeira legislatura ordinaria (1826) e ainda a seguinte (1830) o viram em seu gremio como representante de sua provincia. Sua physionomia politica começou logo de apresentar traços severos, que caracterisam o patriota de 1831.

Foi nessa sessão notavel de 1827, que Feijó propôz a abolição do celibato clerical, dessa lei, que, na sua expressão, faz o fundo da immoralidade publica[1].

Na sessão de 1828 propôz a reforma das municipalidades.

No parlamento pertenceu sempre á essa opposição patriotica e illustrada, que combateu com vigor os erros dos ministros do primeiro reinado, erros que alienaram do governo a confiança publica e produziram esse descontentamento nacional que só desappareceu com a abdicação.

Quando rebentou na côrte a revolução de 7 de Abril, Feijó achava-se em sua provincia, e não tomou nella parte mais do que pelo impulso que davam ao

    nham a idéa de eleicões dircctas, abolição de condecorações, etc.

  1. Em sustentação de suas idéas escreveu Feijó um opusculo com o titulo seguinte:

    Demonstração da necessidade da abolição do Celibato Clerical pela assembléa geral do Brasil: e da sua verdadeira e legitima competencia nesta materia.. Pelo deputado Diogo Antonio Feijó. Rio de Janeiro, 1828, 4.º