Página:Espontaneidades da minha alma.djvu/47

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És tão bella,
Qual estrella
A brilhar no céo — fulgente!

És qual limpida corrente,
Mimosa e bella e pura,
Que rebenta docemente
D’um rochedo em grande altura.
És o orvalho matutino
Gottejando,
Rorejando,
Sobre viçosa verdura:
És a aragem
Na folhagem
Bafejando-a com doçura.

És farol, és doce guia,
No teu dormir innocente,
De quem á meiga poesia
Se ha voltado e não desmente
A verdade e melodia
Que na lyra
Só respira,
Só respira magamente.
Que Poeta,
Qual Profeta,
Canta d’alma, e nunca mente.

És singella, alva pombinha
Repousando em tronco annoso,