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ESPUMAS FLUCTUANTES


O antro — falla... o ninho s′estremece...
A Dryade entre as folhas apparece...
      Pan na flauta soprou!...

Mundo estranho e bizarro da chimera,
A fantasia desvairada gera
      Um paganismo aqui.
Melhor eu comprehendo então Virgilio...
E vendo os Faunos lhe dansar no idylio
      Murmuro crente: — eu vi! —

Quando penetro na floresta trisie,
Qual pela ogiva gothica o anthiste
      Que procura o Senhor,
Como bebem as aves peregrinas
Nas amphoras de orvalho das boninas,
      Eu bebo crença e amor!...

E á tarde, quando o sol — condor sangrento,
No occidente se aninha somnolento,
      Como a abelha na flor...
E a luz da estrella tremula se irmana
Co′a fogueira nocturna da cabana,
      Que ascendéra o pastor,

A lua — traz um raio para os mares...
A abelha — traz o mel... um threno aos lares
      Traz a rola a carpir....