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ESPUMAS FLUCTUANTES


— «Saude, meu irmão! Eu sou a Fome.
Sou eu quem o teu negro pão consome...
O teu misero pão, misero athleta!
Hoje, amanhã, depois... depois (qu′importa?!)
Virei sempre sentar-me á tua porta...»

— «Eu soffrerei!» — responde-lhe o Poeta.

— «Saude, meu irmão! Eu sou a Morte.
Suspende em meio o hymno augusto e forte.
Marquei-te a fronte, misero propheta!
Volve ao nada! Não sentes neste enleio
Teu cantico gelar-se no meu seio?»

— «Eu cantarei no céo» — diz-lhe o Poeta!

S. Paulo, 25 de Agosto de 1868.