Página:Flora pharmaceutica e alimentar portugueza.djvu/28

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iÒ FLORA PHARMACEUTICA levemente ramosa , cercada de rugas annula- res, semeada inferiormente de pontos escava- dos , ou boraquinhos, quasi redondos, de ca- da hum dos quaes nasce huma radicula filifor- me , branca , ordinariamente alongada ; he ex- teriormente ferruginea , superiormente esca- mosa , cora escamas fuscas , murchas , sobre as rugas ; as radiculas filiformes , terminao em fibrillas setiformes. Parenchyma : carnoso , frágil , cortado transver- salmente aprezenta hum disco incarnado, cora pontos por toda a parte quasi redondos. Habita nas lagoas d' huma e d' outra parte do Tejo e outros rios. Floresce em Maio e Ju- nho. Perenne. N.B. Alem desta espécie de lirio , ha ainda outras em Portugal, cujas raizes são usadas era Medicina , como são o íris Subbijlora , Sambucina , e Fceti- ãa^ os dois primeiros chamados lírios roxos ^ e o ultimo lirio fétido. Cheiro lodoso , sabor estyptico , no resto insípi- do, no estado recente-^ secca perde o cheiro, conserva o sabor. Cyperus, Caíyx : casulos paleaceos , univalves , distlcha- mente imbricados , em espigas oblongas , cha- tas , bigumeas ; coroUa nulla, semente huma, triangular , nua. 17. C. longus. Em Portuguez. Junca de cheiro ou Albafor,