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XLVII

Aurora Espiritual


Quando sobre o festim, pela janela aberta,
Junta a aurora seus tons ao Ideal roedor,
Por uma operação d’um filtro vingador
Na besta adormecida ha um anjo que desperta.

Dos Ceus Espirituaes o inacessivel manto,
Para o pobre mortal caído em paroxismo,
Ora se abre ora cerra em atracções de abismo.
Assim, Deusa mortal, Ser luminoso e santo,