Página:Flores do Mal (1924).pdf/151

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É o meu amigo dilecto,
Quem inspira os versos meus,
Quem me julga e me aconselha;
Talvez fada, talvez deus!

Quando os meus olhos no gato
Se fixam, imanizados,
E olho dentro de mim mesmo
Com meus olhos magoados,

Com que surpreza diviso
A pupila refulgente,
— Fanal claro, opala viva,
Fitar-me insistentemente!