Página:Flores do Mal (1924).pdf/92

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Seus olhos teem a luz dos cristaes rebrilhantes,
E no seu todo estranho onde, a par, se lobriga
O anjo inviolado e a muda esfinge antiga,

Onde tudo é fulgor, ouro, metaes, diamantes,
Vê-se resplandecer a fria majestade
Da mulher infecunda — essa inutilidade!