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Página:Futuros Imaginarios.pdf/74

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RICHARD BARBROOK

governo estadunidense também fornecia recursos generosos para pesquisas em cálculo eletrônico. Crucialmente, com a vitória sobre o fascismo, os cientistas que trabalhavam naqueles projetos não tinham que se preocupar em perder seus recursos. Se voltados para a Guerra Fria, os políticos estadunidenses não teriam problemas em justificar esses subsídios aos seus representados.[27] Desde o final da década de 1930, cientistas das principais nações industrializadas trabalhavam em paralelo para a realização do objetivo de Turing: a construção de uma máquina universal. Em diferentes momentos, britânicos, alemães e russos estiveram na linha de frente desse projeto coletivo. No início da década de 1950, a pesquisa acadêmica e corporativa dos Estados Unidos almejava a liderança da computação entre seus rivais. Acima de tudo, companhias estadunidenses como a IBM também aprenderam como transformar essa ciência de ponta em confiáveis produtos para clientes corporativos e militares. No meio da década de 1960, não restaram dúvidas de que as máquinas mais avançadas eram fabricadas nos Estados Unidos.[28]

 

Notas:

^ 1. Robert Moses, o chefe e organizador das Feiras Mundiais de 1939 e 1964, guiou o redesenvolvimento de Nova Iorque para ser a primeira cidade do mundo dominada por estradas desenhadas para um tráfico compartilhado. Ver Marshall Berman, All that is solid melts into air (Tudo o que é sólido desmancha no ar), páginas 287-312; e Ric Burns e James Sanders com Lisa Ades, New York, páginas 404-413, 456-465, 494-510, 518-519.

^ 2. Ver Jeremy Isaacs e Taylor Dowling, Cold War, páginas 230-243; e Herman Kahn, On thermonuclear war, páginas 119-189.

^ 3. Ver Paul Ceruzzi, A history of modern computing, página 15; e Mike Hally, Electronic Brains, página 227.

^ 4. Ver Paul Ceruzzi, A history of modern computing, páginas 34-36; e Emerson Pugh, Building IBM, páginas 167-172.

^ 5. Ver Pugh, Building IBM, páginas 199- 219.

^ 6. Ver Andrew Wilson, The Bomb and the Computer, páginas 91-117.

^ 7. Ver Edmund Berkeley, The computer revolution, páginas 56-7, 59-60, 137-145.

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