Ao final dos anos 1950, o processo de apagar Wierner da história da cibernética foi completado. Von Neumann e Shannon eram então os pais fundadores dessa teoria mestra. Ao minimizar a importância de Wierner, a sua interpretação socialista da cibernética foi marginalizada. Em substituição, a recombinação conservadora definia agora a ortodoxia acadêmica. Na teoria gerencial de Simon, as versões de von Neumann e Shannon eram fundidas numa hagiografia do fordismo cibernético. Assim como os computadores, as corporações eram protótipos da inteligência artificial. Como nas redes telefônicas, hierarquias gerenciais eram sistemas de retroalimentação de entradas de informação e execução de ações. Nessa atualização do final dos anos 1950 do teste de Turing, a forma mais racional de comportamento humano era fazer o que os computadores faziam.
A visão corporativa do fordismo cibernético significava esquecer a história do próprio fordismo. Esse paradigma econômico e social foi fundado sob a coordenação bem sucedida da produção em massa com o consumo em massa. A famosa fábrica de Henry Ford simbolizava esse imperativo de transformar caros luxos para poucos em mercadorias baratas para muitos. Na Feira Mundial de 1939, os dioramas de uma sociedade de consumo proprietária de carros, nos pavilhões de Democracidade e Futurama, retratavam um futuro imaginário extrapolado de uma interpretação otimista dos Estados Unidos contemporâneo. Mas na época em que a exposição de 1964 abriu, o pavilhão da IBM promovia a fantasia ficcional das máquinas pensantes. O futuro imaginário estava então desconectado dos Estados Unidos daquele momento. Ironicamente, desde que suas mensagens publicitárias estavam mais intimamente ligadas à realidade social, Democracidade e Futurama, em 1939, forneceram uma previsão muito mais precisa do caminho de desenvolvimento da computação do que o pavilhão da IBM em 1964. Assim como os automóveis 25 anos antes, essa nova tecnologia estava também