— Oh padre Athanasio, diga-me cá. O senhor conhece Coruripe da Praia?
— Conheço. E’ uma boa cidade. Muito sal, muito coqueiro. E então o povo... Você tem algum negocio em Coruripe da Praia?
— Não, é outra coisa, a novella que estou escrevendo, o romance dos indios. Preciso dos baixios de D. Rodrigo. O senhor conhece os baixios de D. Rodrigo?
— Não. Onde fica isso?
— Era o que eu queria saber. Fica por essas bandas em Coruripe, em S. Miguel, não sei onde. O senhor nunca ouviu falar? Vem na historia. Coruripe... Julgo que foi em Coruripe que mataram o bispo.
Padre Athanasio soltou a agulha, assombrado, e esbugalhou os olhos:
— O bispo? que bispo?
— O Sardinha, padre Athanasio. Aquelle dos cahetés, um sujeito celebre. O D. Pero. Vem nos livros.
O director da Semana retomou a agulha, a linha e o botão:
— Ah! sim! Pensei que fosse o D. Jonas. Ou o D. Santino. Que susto! O D. Pero... Nem me lembrava.