cobrindo coisas e mais coisas, chegando á perfeição de medir a distancia dum astro a outro, e pesar a massa desses astros. As distancias entre os astros eram tão grandes que as nossas medidas comuns se tornaram insuficientes. Foi preciso criar medidas novas — medidas astronomicas.
— Por que? perguntou Narizinho. Com o quilometro a gente pode medir qualquer distancia. E՚ só ir botando zeros e mais zeros.
— Parece, minha filha. As distancias entre os astros são tamanhas que para medi-las com quilometros seria necessario usar carroçadas de zeros, de maneira que não haveria papel que chegasse. E então os astronomos inventaram o "metro astronomico", ou a "unidade astronomica", que é como eles dizem. Essa unidade, esse metro, tinha 92.900.000 milhas.
— Que colosso, vóvó! Eu acho que fizeram um metro grande demais...
— Pois está muito enganada, minha filha. As distancias entre a Terra e as novas estrelas, que com os modernos telescopios foram sendo descobertas, acabaram deixando essa medida pequena. E então o astronomo Michelson propôs outra medida: o ano-luz.
— Que historia é essa?
— Michelson verificou que a luz caminha com a velocidade de 299.820 quilometros por segundo. Multiplicou esse numero por 60 para obter a velocidade da luz num minuto, ou um minuto-luz. Depois multiplicou isso por 60 para obter a velocidade da luz numa hora, ou uma hora-luz. Depois multiplicou isso por 24 para obter um dia-luz, e finalmente multiplicou o dia-luz por 365 para obter o tal ano-luz.
— E que obteve?
— Obteve 9.455.123.520.000 quilometros. Quer dizer que num ano um raio de luz caminha a distancia de 9 trilhões, 455 bilhões, 123 milhões, 520 mil quilometros.
— Puxa! exclamou Pedrinho. Até dá tontura na gente...