E mil coisas mais sairam das mãos. Coisas boas e más, porque a mão não tem coração. E՚ uma escravazinha que obedece. Faz o que mandam. Daí as coisas inventadas para pô-la a serviço do mal. Os ladrões inventaram gazuas e pés de cabra. Os guerreiros matadores de gente inventaram armas, isto é, meios de dar um terrivel poder ofensivo ás suas mãos — as facas de ponta, os punhais, as lanças, baionetas, as espadas. Por meio dessas invenções a mão do homem tem suprimido milhões de vidas humanas nas guerras. E na paz os assassinos têm suprimido milhares.
E ha as invenções para apanhar animais destinados á alimentação. Anzois de pescar peixes, fisgas, arpões de espetar baleias. Redes de pesca, armadilhas, ratoeiras...
— Redes de pesca, vóvó?
— Sim. Que é uma rede senão a mão do homem sob forma de malha que coa a agua para apanhar os peixes? Se numa agua rasinha e empoçada queremos apanhar os guarús ali presos, a primeira ideia que nos vem é correr a mão pela