o morteiro, o canhão, a metralhadora. O canhão é uma carabina de cano muito grosso, que atira balas enormes. Apenas um aumento da carabina. A metralhadora é a mesma carabina com maior velocidade de tiros. Em vez de a mão do homem carrega-la com polvora e bala para cada tiro, os tiros já vêm arrumadinhos dentro dos cartuchos, e os cartuchos vêm enfileirados numa fita, ás centenas. A fita encartuchada corre por dentro dum mecanismo, que outra coisa não faz senão ir explodindo aqueles cartuchos com a maior rapidez, um atrás do outro.
Depois vieram as armas modernas do ar e do mar. Veio o torpedo, em que o explosivo está acondicionado dentro dum charuto de ferro que caminha na agua movido por um maquinismo. Apontam-no e soltam-no em direção do navio inimigo e ele lá vai caminhando por si mesmo até bater no alvo. Explode, então, abrindo enorme rombo no casco do pobre navio.
E vieram as bombas dos aviões, que são torpedos verticais, sem mecanismos propulsores. A força que os leva contra o alvo é o proprio peso, ou a força da gravidade.
Mas chega de armas de guerra. Amanhã continuaremos a passar em revista as outras invenções com que o homem aumentou a poder das mãos — mas invenções beneficas, construtivas, e não horrendamente destruidoras como as armas de guerra.