Página:Historias de Reis e Principes.djvu/230

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a celebre phrase de Agnés Sorel a Carlos VII:

—Não se perde mais alegremente um reino!

Mas, fóra das grandes festas, não me parece que o loto das Tulherias, marcados os algarismos com moedas de 50 centimes, seja babylonicamente escandaloso. Um certo conego conheci eu em Braga que, sem ter um throno na Sé, marcava os seus cartões com peças de 8$000 reis, e este mesmo conego tambem não desgostava de quadros vivos porque o vi, passados annos, assistir no Porto a um espectaculo de lanterna magica, realisado pelo Tasso (não confundir com o poeta nem com o actor) no theatro de S. João.

E o que aconteceu?

O conego—Deus o tenha lá!—morreu muito bem descançado na sua conezia. As gazetas nunca fallaram d'elle senão para lhe rezar uma necrologia louvaminheira. Mas Napoleão III perdeu a corôa, o que não aconteceu ao conego, foi descomposto pelas gazetas, crivado de epigrammas, e acabou no exilio.

Quanto a epigrammas, até os proprios parentes lh'os faziam. Lembro-me agora de um, que é do marido da princeza Clotilde, mais conhecido por uma alcunha grotesca.

Na noite do seu casamento com a condessa de Teba, disse-lhe Napoleão III que estava muito constipado.

O primo respondeu-lhe: