Monitoramento por Pesquisadores e ONGs
Para efetivamente compreender o problema e conseguir atacá-lo de uma forma mais eficaz, é preciso pesquisa e monitoramento, além de ações efetivas de incidência com tomadores de decisão. Organizações da sociedade civil e grupos de pesquisa brasileiros e internacionais têm realizado esforços de vários tipos, todos com impacto positivo no combate à desinformação. Por exemplo, grupos de pesquisa de diversas universidades estaduais e federais monitoram conteúdos que circulam nas plataformas para detectar e mensurar a desinformação e suas estratégias. Já outras organizações da sociedade civil, como a Coalizão Direitos na Rede no Brasil, atuam acompanhando as ações de governo e propostas legislativas que abordam o tema para conter retrocessos e viabilizar avanços no combate à desinformação. Outras iniciativas tentam atacar o financiamento da desinformação, como é o caso do Sleeping Giants.¹⁰
Medidas anti-concentração Uma das razões que contribui para a desordem informacional é o fato de que a comunicação mundial está no controle de poucas empresas e seus algoritmos. O modelo de negócios das plataformas favorece o fenômeno e a falta de concorrência efetiva para empresas como Google e Meta aprofunda a questão porque, entre outros motivos, a atual concentração de mercado impede o surgimento de modelos alternativos. Com isso, cada vez mais cresce a ideia de frear esses monopólios. Nos Estados Unidos e União Europeia, as empresas já estão encarando processos que analisam suas ações anticompetitivas ao longo dos anos. Além disso, o bloco europeu aprovou em 2021 o Digital Markets Act, que busca promover uma concorrência justa no mercado digital.¹¹
Investigações e processos Ações judiciais também são uma saída contra a desinformação, assim como as investigações conduzidas pela Polícia Federal e Ministério Público. Esses processos atuam na punição de envolvidos em campanhas de disseminação de informações falsas e podem contribuir para inibir essas atividades. Geralmente as investigações estão relacionadas a crimes já previstos em lei, como calúnia, injúria, difamação, incitação ao ódio e discriminação, além de crimes eleitorais envolvendo a disseminação de fake news e mensagens em massa. As investigações também buscam rastrear os financiadores dessas redes de desinformação.¹²
Saiba mais em: https://desinformante.com.br/monitoramento-das-redes-e-plataformas-por-pesquisadores-e-organizacoes-da-sociedade-civil.
Saiba mais em: https://desinformante.com.br/medidas-anticoncentracao-e-monopolios.
Saiba mais em: https://desinformante.com.br/investigacoes-e-processos-judiciais.
Integridade da informação, pilar da democracia Para problemas complexos, múltiplas soluções 17