Educação/Alfabetização midiática
Há diversos termos e conceitos que abarcam a aquisição de competências para o engajamento no mundo digital de uma forma efetiva e com o desenvolvimento do pensamento crítico em relação ao uso e consumo de informações pelas mídias digitais. De acordo com a Unesco, as habilidades que compõem o que a organização conceitua de Alfabetização Midiática e Informacional (AMI) incluem a compreensão do papel e as funções das mídias e de outros provedores de informação nas sociedades democráticas; a compreensão sobre como localizar e acessar informações relevantes, o aprimoramento do senso crítico em relação aos conteúdos que consome, entre outros. Compreende-se que, a partir de uma formação crítica, os usuários poderão também detectar narrativas desinformativas e compreender suas estratégias,¹³
Checagem de fatos A checagem dos fatos, ou em inglês fact-checking, é uma das medidas encampadas por profissionais do jornalismo e mais conhecidas contra a desinformação. Os jornalistas que atuam nessa área buscam contextualizar e verificar informações dadas por autoridades públicas ou que circulam nas mídias sociais, prática conhecida também como debunking. Cada agência de checagem possui uma rotina própria, mas as iniciativas têm metodologias similares, principalmente aquelas ligadas ao International Fact-checking Network, organização que reúne diretrizes para a prática. De modo geral, os veículos verificam os conteúdos a partir de dados públicos e, a partir disso, rotulam aquela informação com etiquetas que vão de 'verdadeiro' a 'falso', mas que podem ter gradações como 'exagerado' ou 'não é bem assim'. Nesse processo, os checadores descrevem o seu percurso e dão transparência às fontes consultadas.¹⁴
Sustentabilidade do jornalismo Dentro do cenário de desordem informacional, reafirma-se cada vez mais o papel do jornalismo profissional para combater a desinformação e fornecer à sociedade informações seguras e confiáveis, incluindo investigações rigorosas sobre os poderes do estado democrático. No entanto, a sustentabilidade do negócio está em xeque por inúmeros fatores, incluindo a ascensão das plataformas digitais que obrigaram os veículos a repensarem seus modelos de financiamento, que sempre foram pautados na publicidade cuja receita atualmente é direcionada majoritariamente para empresas como Google e Facebook. Dentro desse contexto, discute-se diversas possibilidades para a sustentabilidade do jornalismo, uma delas é a remuneração do conteúdo jornalístico pelas plataformas digitais, propostas já aprovadas em países como Austrália e Canadá.¹⁵
Saiba mais em: https://desinformante.com.br/educacao-midiatica.
Saiba mais em: https://desinformante.com.br/checagem-de-fatos.
Saiba mais em: https://www.youtube.com/watch?v=Cs6ikdalkMo e https://www.youtube.com/ watch?v=bNK16Pu38dY
Integridade da informação, pilar da democracia Para problemas complexos, múltiplas soluções