Em termos práticos, certos comportamentos podem auxiliar na luta contra a desinformação:
• Desenvolver o hábito de interrogar a informação, perguntando qual sua origem (ou fonte) e o propósito que se espera alcançar com aquela mensagem. Avaliar quem se beneficia e quem é prejudicado pelo conteúdo também é um caminho interessante para dar contexto às mensagens;
• Se a mensagem provocar uma reação exagerada (raiva diante do ataque a alguém conhecido ou euforia por supostamente ganhar um prêmio, por exemplo), é importante parar para refletir antes de repassar ou interagir com aquele conteúdo. Ativar nossas emoções é justamente uma das estratégias da desinformação;
• Lembrar-se de que a fonte de uma informação não é necessariamente a pessoa que a compartilhou. O fato de um amigo ou familiar próximo repassar algum conteúdo não é garantia de veracidade;
• Interrogar a informação recebida e observar se apresenta evidências, ou seja, traz dados suficientes para mostrar que é factível ou dá elementos para ir atrás de outros detalhes;
• Ao receber uma mensagem que relata um acontecimento extraordinário (sobre uma onda de milhares de imigrantes chegando ao país, por exemplo), verificar se veículos jornalísticos já estabelecidos estão reportando a notícia.
Toda a sociedade precisa se envolver nos esforços com vistas a
um ecossistema informacional mais íntegro, confiável e seguro. Seja em
ambientes formais de educação ou em quaisquer outros espaços.
Integridade da informação, pilar da democracia • Muito além das fake news
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