Página:Jéca Tatuzinho (1924).pdf/32

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O italiano, seu vizinho, abria a bocca, admirado, confessando nunca ter visto roças assim.

E Jéca não plantava rocinhas vagabundas, como antigamente. Só queria saber de roças grandes, de roças cada vez maiores, de roças que fizessem inveja no bairro.

E se alguem lhe perguntava:

— Mas para que tanta roça, homem?

Elle respondia:

— E' que eu agora quero ficar rico. Não me contento mais com trabalhar para viver. Quero cultivar todas as minhas terras, e depois comprar outras e depois formar aqui um colosso de fazenda — a Fazenda de Santa Maria. E hei de ser coronel...

E ninguem duvidava disso. O italiano dizia:

— E fórma mesmo! E vira coronel! Per la Madonna!...

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